quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

DOCUMENTO

O documento não é inócuo. É antes de mais nada o
resultado de uma montagem, consciente ou inconsciente,
da história, da época da sociedade que o produziu,
mas também das épocas sucessivas durante
as quais continuou a viver [...].O documento é monumento.
[...] porque em primeiro lugar o documento é
[...] uma montagem [é] preciso começar por [...] desestruturar
essa construção e analisar as condições
de produção dos documentos-monumentos












LE GOFF, Jacques – “Documento/ Monumento”. In: Enciclopédia Einaudi. Lisboa: Imprensa
Nacional – Casa da Moeda, 1997, volume 1, p. 103–104.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

TRADIÇÃO ORAL

TRADIÇÃO ORAL


A Tradição Oral deve ser estuda com respeito, principalmente porque nós que acreditamos na Bíblia sabemos que Moisés ao escrever o Livro de Gênesis provavelmente lançou mão de tradições orais que falam de Adão e Eva, do dilúvio, da torre de Babel e dos patricarcas Abraão, Isaque e Jacó. (Historiador Valdemir Mota de Menezes)








De acordo com o Centro de Memória Oral da Baixada Fluminense (CEMOBA):
“No século XX, o advento da tecnologia dos aparelhos eletrônicos, principalmente na gravação dos depoimentos, revolucionou a produção de documentos históricos. A história oral amplia qualitativa e quantitativamente a produção desse conhecimento. [...] Muitos pesquisadores questionam a verdade defendida pelos entrevistadores em seus trabalhos de história oral, mas não devemos esquecer de que muitos documentos escritos deformam e escondem a realidade das sociedades [...] O objetivo da história oral é apresentar depoimentos que auxiliem a contrução do conhecimento da realidade social.”
(disponível em http://www.cemobafluminense.com.br/historiaoral.php , acessado em
01/06/2007)

domingo, 19 de dezembro de 2010

ICONOGRAFIA

No curso de Historia aprendemos a analisar imagens como orienta o Curso da Unimes:

A questão do documento - Ao analisarmos um documento iconográfico,
um vestígio da cultura material pré-histórico, ou mesmo uma peça do
cotidiano é importante a variante de enfoque, de vários ângulos, sob vários
olhares para melhor interpretar o passado e sua polifonia.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

GILBERTO FREYRE E A NOVA HISTÓRIA

Gilberto Freyre e a nova história
PETER BURKE
(Tempo Social; Rev. Sociol. USP, S. Paulo, 9(2): 1-12, outubro de 1997)


RESUMO

Febvre e Gilberte Freyre possuem similaridades em suas Obras em parte porque admiriavam os mesmos autores, como Michelet. A Nouvelle Histoire e a a Civillisation Matérriele escrita na França tem paralelo com o que Gilberto Freure escreveu na década de 30. Na Nova história buscou-se temas inéditos para pesquisa a história como fez Ariès na História da Infância e Vovelle na História da Morte. Freyre também se ateve aos detalhes historiográficos como certa vez disse:


"Há casas cujas fachadas indicam todo um gênero de vida nos seus mais íntimos pormenores. Todo um tipo de civilização. O ‘bungalow’ americano é assim" (Freyre, 1979, p. 315).


Este estudo das mentalidades que caracteriza os trabalhos dos franceses, de certa forma já podia ser visualizada nas obras de Freyre que interpretava uma cultura pelas construções que um determinado grupo erguia. Outra semelhança de Freyre com Braudel foi que este último fez um estudo sobre a história social das cadeiras e mesas e o Freyre sobre as redes e cadeiras de balanço, porque por estas mobílias podia-se interpretar a vida das pessoas naquelas habitações. Ariès realizou seu objetivo de relatar a Historia da Infância, Freyre também tentou foca estudos nesta área como confessou no seu Diário.

"O que eu desejaria era escrever uma história como suponho ninguém ter escrito com relação a país algum: a história do menino brasileiro - da sua vida, dos seus brinquedos, dos seus vícios -, desde os tempos coloniais até hoje"


Muitos dos historiadores dos que viriam a ser a ser da Escola de Annales se encontraram com Freyre em São Paulo e manifestavam interesses comuns na busca de novos caminhos para a historiografia. Febvre chegou mesmo a prefaciar o Livro CASA GRANDE, de Gilberto Freyre, na tradução francesa.

Harry Elmer Barnes, Charles Beard e James H. Robinson, historiadores do movimento NEW HISTORY, nos Estados Unidos com a qual Gilberto Freyre teve contato , todos estes nomes tinham relação com a nova historiografia que mantinha uma interdisciplina com outras matérias. Essas semelhanças de pensamento permite-nos dizer que entre Nova Yorque e Paris, se passava por Recife.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

HISTÓRIA DA RIQUEZA DO HOMEM DE LEO HUBERMAN

MEU COMENTÁRIO: Este livro é mais um lixo produzido pela esquerda. esta "raça" de gente é maldita, preguigosa, rebelde e bandidos. Preguiçoso porque não gostam de trabalhar e sim de discutir o sentido do trabalho. Bandidos, porque após delirarem sobre teorias sobre o trabalho, chegam a conclusão que o melhor é roubar as terras dos outros, se apropriar os imóveis dos outros e que tudos seja de todos, porque, eles se apossam dos bens alheios.

Como sempre digo, o mal da esquerda é que não sabem pegar em ferramentas, eles pegam enxadas e foices e ergem para cima e querem atacar os semelhantes, pois o símbolo deste movimentos satanistas como o MST, PT, Partido Comunista, URSS são trabalhadores com ferramentas agrícolas erguida para o alto. Alguém tem que ensina-los que não é assim que se utiliza ferramentas...

Estes dias conheci osenhor Everaldo, de Rondônia. Ele foi um retirante da cidade de Frei Paulo/SE, foi tentar a vida em Rondônia e com pocuo dinheiro e muita CORAGEM PARA TRABALHAR, construindo sua vida, conseguindo após décadas de trabalho, ser proprietário de várias fazendas, com milhares de cabeça de gado, inclusive exportando carne para ae Europa. O mundo capitalista, é isso, quem gosta de trabalhar, com criatividade pode melhorar e muito sua condição de vida.

Para Karl Marx, Leo Huberman e todos da esquerda dou-lhe uma mensagem de paz:VAI TRABALHAR VAGABUNDO!!!





RESUMO DA OBRA: HISTÓRIA DA RIQUEZA DO HOMEM, DE LEO HUBERMAN

O autor apresenta o desenvolvimento do capitalismo, revelando as mudança na sociedade a partir das mudanças econômicas. No decorrer das páginas se vêm como se mantem a relação dos detentores do capital e a classe trabalhadora que vende a sua força de trabalho. A origem do dinheiro é apontada provinda dos tempos da escravidão e das relações metrópole-colônia. No século XVI a Holanda desponta no cenário mundial como uma potencia capitalista, e o homem do campo, antes, dono da sua própria terra se vê agora obrigado a trabalhar nas indústrias como assalariados.
A configuração econômica muda e os banqueiros e fabricantes passam a ser figuras de destaque na nova sociedade que desponta. A revolução industrial, especialmente com o advento da máquina a vapor, as novas tecnologias na agricultura e na medicina, faz explodir o crescimento demográfico e este por sua vez faz o consumo aumenta e a demanda do produto industrializado também aumenta, tudo ligado em uma engrenagem social. Mas para as mercadorias chegarem aos consumidores, se fez necessário implementar os meios de transportes para que a riqueza pudesse circular rapidamente e chegasse no consumidor final.
A relação homem e máquina entra em crise, pois em vez de melhor a vida dos homens, a grande massa piora suas condições de vida se tornando escravo do trabalho. A classe assalariada entra em conflito com os empregadores, políticos e juizes que não dão razão a causa operária. Os sindicatos surgem como representantes dos operários e uma mudança no sistema do poder pelo voto é apontado como uma alternativa para que os anseios dos pobres fossem alcançados. Assim, a classe dominante passa a reprimir os sindicatos. A teoria das Leis naturais de Adam Smith no que tange a economia são analisadas pelo autor que a contesta, pois o serve para proteger os exploradores e não os explorados.
Os pensamentos do economista David Ricardo e a Lei do Trigo, entre outras teorias capitalistas são analisadas e mostram como os dos poderosos se manterem no poder e no controle da economia. Finalmente o autor passa a desenvolver as idéias marxistas, apontando os males que o capitalismo reserva para a classe operária, alistando todas as desvantagens para os explorados, convocando-os para uma revolução comunista. O Livro termina com uma teoria sobre o valor da utilidade dos bens e riquezas produzidas.



Bibiliografia
HUBERMAN, Leo, HISTÓRIA DA RIQUEZA DO HOMEM, ano 1986, editora LTC , 313 páginas

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

O ABSOLUTISMO

Este filósofo (Nicolau Maquiavel) é considerado o pai do ABSOLUTISMO, leia um pequeno trecho do livro O PRÍNCIPE:




DE QUE MODO SE DEVAM GOVERNAR AS CIDADES
OU PRINCIPADOS QUE, ANTES DE SEREM OCUPADOS,
VIVIAM COM AS SUAS PRÓPRIAS LEIS
(QUOMODO ADMINISTRANDAE SUNT CIVITATES
VEL PRINCIPATUS, QUI ANTEQUAM OCCUPARENTUR,
SUIS LEGIBUS VIVEBANT)
Quando aqueles Estados que se conquistam, como
foi dito, estão habituados a viver com suas próprias
leis e em liberdade, existem três modos de conserválos:
o primeiro, arruiná-los; o outro, ir habitá-los pessoalmente;
o terceiro, deixá-los viver com suas leis,
arrecadando um tributo e criando em seu interior um
governo de poucos, que se conservam amigos, porque,
sendo esse governo criado por aquele príncipe,
sabe que não pode permanecer sem sua amizade e
seu poder, e há que fazer tudo por conservá-los. Querendo
preservar uma cidade habituada a viver livre,
mais facilmente que por qualquer outro modo se a
conserva por intermédio de seus cidadãos.
Como exemplos, existem os espartanos e os romanos.
Os espartanos conservaram Atenas e Tebas,
nelas criando um governo de poucos; todavia, perderam-
nas. Os romanos, para manterem Cápua, Cartago
e Numância, destruíram-nas e não as perderam;
quiseram conservar a Grécia quase como o fizeram
os espartanos, tornando-a livre e deixando-lhe suas
próprias leis e não o conseguiram: em razão disso,
para conservá-la, foram obrigados a destruir muitas
cidades daquela província.
É que, em verdade, não existe modo seguro para conservar
tais conquistas, senão a destruição. E quem se
torne senhor de uma cidade acostumada a viver livre
e não a destrua, espere ser destruído por ela, porque
a mesma sempre encontra, para apoio de sua rebelião,
o nome da liberdade e o de suas antigas instituições,
jamais esquecidas seja pelo decurso do tempo,
seja por benefícios recebidos. Por quanto se faça e se
proveja, se não se dissolvem ou desagregam os habitantes,
eles não esquecem aquele nome nem aquelas
instituições, e logo, a cada incidente, a eles recorrem
como fez Pisa.

HISTÓRIA DAS IDÉIAS

No Curso de História da Universidade Metropolitana de Santos há a seguinte definioção de HISTÓRIA DAS IDÉIAS:


A História das Idéias Políticas empenha-se em sistematizar de modo claro
as principais doutrinas que marcaram o desenvolvimento do pensamento
político, agrupadas em capítulos cujos títulos são significativos das emergências
conceituais que desempenharam papel decisivo no dever político
das sociedades. Uma das grandes interrogações que os homens se interpelam
é acerca da organização da sociedade e da natureza do poder
político. Temos de nos ater ao fato de que as teorias ou doutrinas políticas
do passado sempre deixam marcas perenes na história das idéias.