O curso de Licenciatura em História da Unimes Virtual traz a seguinte definição sobre HISTÓRIA DAS MENTALIDADES:
O estudo de história das mentalidades é um trabalho com elementos inertes,
obscuros, inconscientes de uma determinada visão de mundo. As
sobrevivências, a afetividade, irracionalidade, entre outros, delimitam o
campo específico da história das mentalidades, distinguindo-a com muita
clareza de disciplinas paralelas e hoje consolidadas como são os casos da
história das idéias ou a história da cultura. Podemos entender as mentalidades
como uma história de representações coletivas, representações
mentais ou mesmo ilusões coletivas.
As mentalidades podem ser pesquisadas como se esta fosse um microcosmo
de um estrato social inteiro em um determinado período histórico.
Podemos estudar, por meio das mentalidades, os comportamentos coletivos,
imaginações e gestos a partir de objetos precisos, tais como livros
e instituições de sociabilidade. Toda essa gama variada de possibilidades
reúnem-se no campo da história das mentalidades. Um exemplo que podemos
utilizar é a pesquisa da cultura produzida ou imposta às classes
populares em um dado momento histórico.
Une étude globale impliquant toute recherche scientifique visant à trouver de méthode fiable pour en savoir les histoires du passé et toujours avec un point de vue de théologique. (par historien Valdemir Mota de Menezes)
segunda-feira, 4 de outubro de 2010
PROGRESSISMO
A imagem ilustrada da humanidade formada de um Homem único, que permanece homem enquanto evolui de geração em geração; ou então a figura da corrida em que o atleta passa a tocha às mãos do companheiro e sucessor, que, por seu turno, fará o mesmo depois de cumprido o seu percurso: eis símbolos recorrentes da crença no progresso contínuo.
É vivo, porém, o sentimento de que o progressismo atravessa hoje uma das suas crises mais traumáticas. (...) Parece-me que ela resulta de frustrações na medida em que o avanço tecnológico, além de ter acarretado prejuízos terríveis à natureza, (...) não curou as feridas de miséria do (...) mundo nem humanizou o convívio entre os povos em pleno fim de milênio. (Bosi in NOVAIS, 1992)
É vivo, porém, o sentimento de que o progressismo atravessa hoje uma das suas crises mais traumáticas. (...) Parece-me que ela resulta de frustrações na medida em que o avanço tecnológico, além de ter acarretado prejuízos terríveis à natureza, (...) não curou as feridas de miséria do (...) mundo nem humanizou o convívio entre os povos em pleno fim de milênio. (Bosi in NOVAIS, 1992)
terça-feira, 7 de setembro de 2010
HISTÓRIA DA CONQUISTA DO PLANETA TERRA
A palavra REVOLUÇÃO significa mudança radical, brusca, rápida, evolução, transformação. Na historiografia este termo é usado com frequencia para citar momentos especiais da história como a REVOLUÇÃO FRANCESA, REVOLUÇÃO INDUSTRIAL E REVOLUÇÃO RUSSA.
Obviamente que esta palavra não está presa a estes eventos, mas se fez presente em vários momentos da história em que um povo rapidamente mudou seus hábitos. Hoje se fala em REVOLUÇÃO TECNOLÓGICA E REVOLUÇÃO DIGITAL, mas podemos apontar muitos outros exemplos de REVOLUÇÃO, inclusive, a REVOLUÇÃO MARÍTIMA, quando os europeus passaram a dominar as ciências naúticas que possibilitaram a conquista dos mares.
A história da humanidade também pode ser divida em:
1 - A conquista das terras
2 - A conquista dos mares
3 - A conquista do espaço aéreo.
Focando na conquista dos mares, podemos dizer que as invenções dos aparelhos que orientavam a navegação, a cartografia e a própria engenharia naval do final da Idade Média tiveram papel importante para revolucionar as técnicas de navegações e propiciar a humanidade a CONQUISTA DOS MARES.
Obviamente que esta palavra não está presa a estes eventos, mas se fez presente em vários momentos da história em que um povo rapidamente mudou seus hábitos. Hoje se fala em REVOLUÇÃO TECNOLÓGICA E REVOLUÇÃO DIGITAL, mas podemos apontar muitos outros exemplos de REVOLUÇÃO, inclusive, a REVOLUÇÃO MARÍTIMA, quando os europeus passaram a dominar as ciências naúticas que possibilitaram a conquista dos mares.
A história da humanidade também pode ser divida em:
1 - A conquista das terras
2 - A conquista dos mares
3 - A conquista do espaço aéreo.
Focando na conquista dos mares, podemos dizer que as invenções dos aparelhos que orientavam a navegação, a cartografia e a própria engenharia naval do final da Idade Média tiveram papel importante para revolucionar as técnicas de navegações e propiciar a humanidade a CONQUISTA DOS MARES.
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
NOVA HISTÓRIA CULTURAL
MEU COMENTÁRIO:
Gostaria de acrescentar que é importante que possamos confrontar as diversas maneiras de se fazer " história". Confesso que acho essencial a versão oficial dos fatos, a posição das autoridades eminentes e os documentos públicos (ou não) com a versão oficial de um fato. Todavia, jamais podemos abrir mão de ouvir o que dizem os demais atores da história como os adversários políticos e os serventuários do poder e os cidadãos. Somente analisando o conjunto é que podemos processar as informações com mais confiabilidade e capacidade de julgar o que de fato ocorreu e quais as motivações que levaram os acontecimentos a se precipitarem para certos rumos.
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O TEXTO ABAIXO FOI RETIRADO DO SITE:
http://www.revistamuseu.com.br/artigos/art_.asp?id=5619
- Nova Hist�ria Cultural e Micro-Hist�ria - uma breve Reflex�o sobre suas Origens -
Mozart Lacerda Filho[1]
N�o � preciso ser um historiador muito atento (ali�s, nem � preciso ser historiador) para observar que a produ��o historiogr�fica produzida no Brasil, principalmente nos �ltimos dez anos, passou por mudan�as mui significativas. O surgimento de revistas especializadas (no m�nimo 3 t�tulos rivalizam-se nas bancas mensalmente), a constante adapta��o de textos de hist�ria para a televis�o, o lan�amento de livros com temas nunca antes imaginados (como � o caso da obra de Jean-Luc Hennig, Breve Hist�ria das N�degas, publicado pela portuguesa Terramar), exemplificam essas mudan�as.
Aqui, neste artigo, discutiremos uma nova forma de se abordar os eventos hist�ricos chamada Nova Hist�ria Cultural. A escolha se justifica, uma vez que, dos novos modelos historiogr�ficos, �, justamente, a Nova Hist�ria Cultural, que mais consegue trazer novos ares ao trabalho do historiador.
Para justificar essa afirma��o, basta observamos o esgotamento das explica��es oferecidas por modelos te�ricos globalizantes, com tend�ncias � totalidade, nos quais o historiador era ref�m da busca da verdade. Essas explica��es globais, por sua incapacidade de interpretar novos agentes hist�ricos, passaram, portanto, a ser questionados. Outro dado que justifica nossa investiga��o, nos � dado por Sandra Jatahy Pesavento (2002, p. 7/8), Segundo ela, a Nova Hist�ria Cultural
corresponde hoje, a cerca de 80% da produ��o historiogr�fica nacional, expressa n�o s� nas publica��es especializadas, sob forma de livros e artigos, como nas apresenta��es de trabalhos, em congressos e simp�sios ou ainda nas disserta��es e teses, defendidas e em andamento, nas universidades brasileiras.
Entremente, n�o ficaremos apenas na Nova Hist�ria Cultural. Abordaremos tamb�m, alguns aspectos da Micro-hist�ria, uma vez que esta � um desdobramento te�rico intimamente ligado ao surgimento da Nova Hist�ria Cultural.
O arcabou�o intelectual que vai dar origem � Nova Hist�ria Cultural est� intimamente ligado ao surgimento, no final da d�cada de 1920, na Fran�a, de uma nova forma de se pensar as quest�es historiogr�ficas, identificada como Hist�ria das Mentalidades.
Essa nova forma de se interpretar os fatos hist�ricos, buscava fugir da hist�ria historicizante: uma hist�ria que se furtava ao di�logo com as demais Ci�ncias Humanas, a antropologia, a psicologia, a ling��stica, a geografia, a economia, e, sobretudo, a sociologia.
No lugar desse tipo de manejo dos fatos hist�ricos, era preciso adotar, segundo Vainfas (2002, p. 17):
uma hist�ria problematizadora do social, preocupada com as massas an�nimas, seus modos de viver, sentir e pensar. Uma hist�ria com estruturas em movimento, com grande �nfase no mundo das condi��es de vida material, embora sem qualquer reconhecimento da determin�ncia do econ�mico na totalidade social, � diferen�a da concep��o marxista da hist�ria. Uma hist�ria n�o preocupada com a apologia de pr�ncipes ou generais em feitos singulares, sen�o com a sociedade global, e com a reconstru��o dos fatos em s�rie pass�veis de compreens�o e explica��o.
Entretanto, muitas cr�ticas v�o se insurgir contra os defensores da Hist�ria das Mentalidades. A mais comum e corrosiva dessas cr�ticas � de que a Hist�ria das Mentalidades torna multi-fragmentado o seu objeto de estudo. Isto �, �a chamada Hist�ria das Mentalidades abriu-se de tal modo a outros saberes e questionamentos que, no limite, p�s em risco a pr�pria legitimidade da disciplina�, conforme assegura Vainfas (Idem, p. 55/56).
Acuada por cr�ticas de diversas formas, a Hist�ria das Mentalidades refugia-se na chamada Nova Hist�ria Cultural. Se utilizamos a express�o Nova Hist�ria Cultural � para separ�-la daquilo que convencionou-se chamar de Velha Hist�ria Cultural. Segundo Pesavento (2004, p. 14/15), na Nova Hist�ria Cultural
Foram deixadas de lado concep��es de vi�s marxista, que entendiam a cultura como integrante da superestrutura, como mero refluxo da infraestrutura, ou mesmo da cultura como manifesta��o superior do esp�rito humano e, portanto, como dom�nio das elites. Tamb�m foram deixadas para tr�s concep��es que opunham a cultura erudita � cultura popular, esta ingenuamente concebida como reduto do aut�ntico. Longe v�o tamb�m as assertivas herdeiras de uma concep��o da belle �poque, que entendia a literatura e, por extens�o, a cultura, como o sorriso da sociedade, como produ��o para o deleite e a pura frui��o do esp�rito.
A Nova Hist�ria Cultural, portanto, est� trazendo uma nova forma da hist�ria tratar a cultura. Ainda segundo Pesavento (Idem, p. 15):
N�o mais como uma mera hist�ria do pensamento, onde estudava-se os grandes nomes de uma dada corrente ou escola. Mas, enxergar a cultura como um conjunto de significados partilhados e constru�dos pelos homens para explicar o mundo.
A Nova Hist�ria Cultural, por tudo que foi acima mencionado, vai fazer ressalvas (sem no entanto neg�-lo) ao conceito de mentalidades por classific�-lo amb�guo e excessivamente vago. No entanto, a Nova Hist�ria Cultural n�o nega a aproxima��o com as outras Ci�ncias Humanas, admite o conceito de longa dura��o e aceita os temas do cotidiano. Conforme assegura Vainfas (2002, p. 56):
Os historiadores da cultura (...), n�o chegam propriamente a negar a relev�ncia dos estudos sobre o mental. N�o recusam, pelo contr�rio, a aproxima��o com a antropologia e demais ci�ncias humanas, admitem a longa dura��o e n�o rejeitam os temas das mentalidades e do cotidiano.
Al�m disso, a Nova Hist�ria Cultural quer tamb�m se aproximar das massas an�nimas. Podemos, portanto, afirmar que a Nova Hist�ria Cultural revela uma especial afei��o pelo informal, por an�lises historiogr�ficas que apresentem caminhos alternativos para a investiga��o hist�rica, indo onde as abordagens tradicionais n�o foram.
E foi neste mar de possibilidades novas que v�rios historiadores passaram a navegar. Um dos mais importantes e que, primeiramente, merece destaque � o italiano Carlo Ginzburg, que em 1976 lan�a uma obra �mpar da Nova Hist�ria Cultural (e por que n�o dizer, da Micro-Hist�ria tamb�m), intitulada �O queijo e os vermes�. Nela, o autor discorre sobre um moleiro condenado como herege pela Inquisi��o Papal no s�culo XVI. Podemos considerar essa obra uma obra-s�ntese, uma vez que foi nela que Ginzburg abandonou o conceito de mentalidades (as raz�es, j� discutimos acima) e adotou o de cultura, definindo-a como �o conjunto de atitudes, cren�as, c�digos de comportamento pr�prios das classes subalternas em um certo per�odo hist�rico� (GINZBURG, 1986, p. 16).
Decorre desta defini��o ser poss�vel, agora, recuperar o conflito de classes em uma dimens�o sociocultural, deixando-se entrever no campo das discuss�es te�ricas aquilo que o historiador italiano chamou de circularidade cultural, conceito que se op�e ao velho paradigma cultura popular X cultura erudita.
Outro pensador da Nova Hist�ria Cultural que nos chama aten��o � Roger Chartier. Este, pertencente a uma gera��o contempor�nea do decl�nio das mentalidades na Fran�a. Chartier concorda com as discuss�es lan�adas por Ginsburg por tamb�m rejeitar a vis�o dicot�mica cultura popular X cultura erudita em favor de uma vis�o, digamos, mais abrangente, que, no limite, valoriza o dimensionamento da cultura em termos de classes sociais. Para tanto, ele prop�e um conceito de cultura como pr�tica, e sugere para seu estudo as categorias de representa��o e apropria��o.
Representa��o analisada como algo que permite ver uma coisa ausente e que, segundo Chartier seria mais abrangente que o conceito de mentalidades, uma vez que o ausente em-si n�o pode mais ser visitado. Segundo Pesavento (2004, p. 40):
Representar �, pois, fundamentalmente, estar no lugar de, � presentifica��o de um ausente; � um apresentar de novo, que d� a ver uma aus�ncia. A id�ia central �, pois, a da substitui��o, que recoloca uma aus�ncia e torna sens�vel uma presen�a.
Se o objetivo central do conceito de representa��o � trazer para o presente o ausente vivido e, dessa forma, poder interpret�-lo, o de apropria��o, segundo Chartier (1990, p. 26), � �construir uma hist�ria social das interpreta��es, remetidas para suas determina��es fundamentais� que s�o o social, o institucional e, sobretudo, o cultural.
Como o objetivo desse artigo n�o �, claro, o de fechar quest�o em torno de nada, gostar�amos de salientar que, tanto na sua vertente italiana quanto na sua vertente francesa, a proposta da Nova Hist�ria Cultural seria o de decodificar a realidade do j� vivido por meio das suas representa��es, desejando chegar �quelas formas pelas quais a humanidade expressou-se a si mesmo e o mundo.
Para o historiador da cultura, isso � muito importante ressaltar, o passado s� chega aos dias atuais por meio das representa��es. Afirmando com Pesavento (2004, p. 42):
�a rigor, o historiador [da cultura] lida com uma temporalidade escoada, com o n�o-visto, o n�o-vivido, que s� se torna poss�vel acessar atrav�s de registros e sinais do passado que chegam at� ele�.
Neste ponto de nossa discuss�o, uma nova possibilidade de investiga��o hist�rica surge como fazendo parte do elenco de mudan�as epistemol�gicas que acompanharam a emerg�ncia da Nova Hist�ria Cultural. Estamos nos referindo ao aparecimento da Micro-Hist�ria. � nela, pois, que muitos historiadores da Nova Hist�ria Cultural, sentiram-se bastante a vontade para realizar suas pesquisas (como � o caso do pr�prio Ginzburg, anteriormente citado).
Vejamos alguns aspectos de seu nascedouro. Segundo Vainfas (2002, p. 68):
o surgimento da Micro-Hist�ria tem a ver com o debate intelectual e historiogr�fico das d�cadas de 1970 e 1980. Tem a ver, tamb�m, com a quest�o da crise do paradigma marxista e de outros modelos de hist�ria totalizante e com a solu��o das mentalidades, que cedo se mostrou inconsistente no plano estritamente te�rico-metodol�gico.
Dessa forma, as finalidades da Micro-Hist�ria movem-se no campo das cr�ticas � hist�ria das mentalidades (vejam a coincid�ncia com a Nova Hist�ria Cultural), n�o deixando-se confundir com elas. Mas a pergunta mais importante que devemos fazer �: onde a Micro-Hist�ria contribui com a Nova Hist�ria Cultural?
Do ponto de vista metodol�gico, a Micro-Hist�ria avan�a nas pesquisas historiogr�ficas por romper com a pr�tica calcada na ret�rica e na est�tica. O trabalho da micro-hist�ria tem se centralizado na busca de uma descri��o mais realista do comportamento humano, empregando um modelo de a��o que possa dar voz a personagens que, de outra maneira, ficariam no esquecimento. Segundo Levi (1992, p. 136), a micro-hist�ria possui, portanto, um papel muito espec�fico dentro da chamada Nova Hist�ria Cultural: �refutar o relativismo, o irracionalismo e a redu��o do trabalho do historiador a uma atividade puramente ret�rica que interprete os textos e n�o os pr�prios acontecimentos.�
Outro historiador que nos alerta para a import�ncia da Micro-Hist�ria � Lu�s Reznick (2002, p. 3), para quem:
O espa�o local, al�ado em categoria central de an�lise, constitui uma nova possibilidade de estudo no quadro das interdepend�ncias entre agentes e fatores determinantes de experi�ncias hist�ricas eleitas pela lupa do historiador. Nessa nova concep��o, cada aparente detalhe, insignificante para um olhar apressado ou na busca exclusiva dos grandes contornos, adquire valor e significado na rede de rela��es plurais de seus m�ltiplos elementos constitutivos.
Dessa forma, o historiador de orienta��o micro-hist�rica, amparado pelos conceitos da Nova Hist�ria Cultural discutidos anteriormente, pode �enxergar� acontecimentos, fatos que a historiografia tradicional n�o �enxerga� e trazer � tona dados que estavam adormecidos. Portanto, sua an�lise � mais criteriosa, justa e democr�tica. Ainda segundo o pensamento de Reznick (2002, p. 3):
Ao eleger o local como circunscri��o de an�lise, como escala pr�pria de observa��o, n�o abandonamos as margens (...), as normas, que, regra geral, ultrapassam o espa�o local ou circunscri��es reduzidas. A escrita da hist�ria local costura ambientes intelectuais, a��es pol�ticas, processos econ�micos que envolvem comunidades regionais, nacionais e globais. Sendo assim, o exerc�cio historiogr�fico incide na descri��o dos mecanismos de apropria��o � adapta��o, resposta e cria��o � �s normas que ultrapassam as comunidades locais.
Dessa forma, � poss�vel afirmar, conforme Levi (1992, p. 139), que �o princ�pio unificador de toda pesquisa micro-hist�rica � a cren�a em que a observa��o microsc�pica revelar� fatores previamente n�o observados�, o que n�o aconteceria numa abordagem tradicional. A descri��o micro-hist�rica serve para registrar uma s�rie de acontecimentos ou fatos significativos que, de outra forma, seriam impercept�veis e que, no entanto, podem ser interpretados por sua inser��o num contexto mais amplo, ou seja, na trama do discurso cultural.
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[1] Psic�logo, Historiador e Especialista em Hist�ria da Filosofia.
Refer�ncias bibliogr�ficas
� CHARTIER, Roger. Introdu��o. In: A hist�ria cultural. Lisboa, Difel, 1990.
� GINZBURG, Carlo. O queijo e os vermes. S�o Paulo, SP: Cia. das Letras, 1986.
� LEVI, Giovanni. Sobre a micro-hist�ria. In BURKE, Peter. A escrita da hist�ria. S�o Paulo, SP. Unesp, 1992.
� PESAVENTO, Sandra Jatahy. Hist�ria e hist�ria cultural. Belo Horizonte, MG: Aut�ntica, 2004.
� REZNIK, Lu�s. Qual o lugar da hist�ria local?. Artigo publicado em www.historialocal.com.br, acessado em 25.08.2004.
� VAINFAS, Ronaldo. Os protagonistas an�nimos da hist�ria. S�o Paulo, SP: Campus, 2002.
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Gostaria de acrescentar que é importante que possamos confrontar as diversas maneiras de se fazer " história". Confesso que acho essencial a versão oficial dos fatos, a posição das autoridades eminentes e os documentos públicos (ou não) com a versão oficial de um fato. Todavia, jamais podemos abrir mão de ouvir o que dizem os demais atores da história como os adversários políticos e os serventuários do poder e os cidadãos. Somente analisando o conjunto é que podemos processar as informações com mais confiabilidade e capacidade de julgar o que de fato ocorreu e quais as motivações que levaram os acontecimentos a se precipitarem para certos rumos.
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O TEXTO ABAIXO FOI RETIRADO DO SITE:
http://www.revistamuseu.com.br/artigos/art_.asp?id=5619
- Nova Hist�ria Cultural e Micro-Hist�ria - uma breve Reflex�o sobre suas Origens -
Mozart Lacerda Filho[1]
N�o � preciso ser um historiador muito atento (ali�s, nem � preciso ser historiador) para observar que a produ��o historiogr�fica produzida no Brasil, principalmente nos �ltimos dez anos, passou por mudan�as mui significativas. O surgimento de revistas especializadas (no m�nimo 3 t�tulos rivalizam-se nas bancas mensalmente), a constante adapta��o de textos de hist�ria para a televis�o, o lan�amento de livros com temas nunca antes imaginados (como � o caso da obra de Jean-Luc Hennig, Breve Hist�ria das N�degas, publicado pela portuguesa Terramar), exemplificam essas mudan�as.
Aqui, neste artigo, discutiremos uma nova forma de se abordar os eventos hist�ricos chamada Nova Hist�ria Cultural. A escolha se justifica, uma vez que, dos novos modelos historiogr�ficos, �, justamente, a Nova Hist�ria Cultural, que mais consegue trazer novos ares ao trabalho do historiador.
Para justificar essa afirma��o, basta observamos o esgotamento das explica��es oferecidas por modelos te�ricos globalizantes, com tend�ncias � totalidade, nos quais o historiador era ref�m da busca da verdade. Essas explica��es globais, por sua incapacidade de interpretar novos agentes hist�ricos, passaram, portanto, a ser questionados. Outro dado que justifica nossa investiga��o, nos � dado por Sandra Jatahy Pesavento (2002, p. 7/8), Segundo ela, a Nova Hist�ria Cultural
corresponde hoje, a cerca de 80% da produ��o historiogr�fica nacional, expressa n�o s� nas publica��es especializadas, sob forma de livros e artigos, como nas apresenta��es de trabalhos, em congressos e simp�sios ou ainda nas disserta��es e teses, defendidas e em andamento, nas universidades brasileiras.
Entremente, n�o ficaremos apenas na Nova Hist�ria Cultural. Abordaremos tamb�m, alguns aspectos da Micro-hist�ria, uma vez que esta � um desdobramento te�rico intimamente ligado ao surgimento da Nova Hist�ria Cultural.
O arcabou�o intelectual que vai dar origem � Nova Hist�ria Cultural est� intimamente ligado ao surgimento, no final da d�cada de 1920, na Fran�a, de uma nova forma de se pensar as quest�es historiogr�ficas, identificada como Hist�ria das Mentalidades.
Essa nova forma de se interpretar os fatos hist�ricos, buscava fugir da hist�ria historicizante: uma hist�ria que se furtava ao di�logo com as demais Ci�ncias Humanas, a antropologia, a psicologia, a ling��stica, a geografia, a economia, e, sobretudo, a sociologia.
No lugar desse tipo de manejo dos fatos hist�ricos, era preciso adotar, segundo Vainfas (2002, p. 17):
uma hist�ria problematizadora do social, preocupada com as massas an�nimas, seus modos de viver, sentir e pensar. Uma hist�ria com estruturas em movimento, com grande �nfase no mundo das condi��es de vida material, embora sem qualquer reconhecimento da determin�ncia do econ�mico na totalidade social, � diferen�a da concep��o marxista da hist�ria. Uma hist�ria n�o preocupada com a apologia de pr�ncipes ou generais em feitos singulares, sen�o com a sociedade global, e com a reconstru��o dos fatos em s�rie pass�veis de compreens�o e explica��o.
Entretanto, muitas cr�ticas v�o se insurgir contra os defensores da Hist�ria das Mentalidades. A mais comum e corrosiva dessas cr�ticas � de que a Hist�ria das Mentalidades torna multi-fragmentado o seu objeto de estudo. Isto �, �a chamada Hist�ria das Mentalidades abriu-se de tal modo a outros saberes e questionamentos que, no limite, p�s em risco a pr�pria legitimidade da disciplina�, conforme assegura Vainfas (Idem, p. 55/56).
Acuada por cr�ticas de diversas formas, a Hist�ria das Mentalidades refugia-se na chamada Nova Hist�ria Cultural. Se utilizamos a express�o Nova Hist�ria Cultural � para separ�-la daquilo que convencionou-se chamar de Velha Hist�ria Cultural. Segundo Pesavento (2004, p. 14/15), na Nova Hist�ria Cultural
Foram deixadas de lado concep��es de vi�s marxista, que entendiam a cultura como integrante da superestrutura, como mero refluxo da infraestrutura, ou mesmo da cultura como manifesta��o superior do esp�rito humano e, portanto, como dom�nio das elites. Tamb�m foram deixadas para tr�s concep��es que opunham a cultura erudita � cultura popular, esta ingenuamente concebida como reduto do aut�ntico. Longe v�o tamb�m as assertivas herdeiras de uma concep��o da belle �poque, que entendia a literatura e, por extens�o, a cultura, como o sorriso da sociedade, como produ��o para o deleite e a pura frui��o do esp�rito.
A Nova Hist�ria Cultural, portanto, est� trazendo uma nova forma da hist�ria tratar a cultura. Ainda segundo Pesavento (Idem, p. 15):
N�o mais como uma mera hist�ria do pensamento, onde estudava-se os grandes nomes de uma dada corrente ou escola. Mas, enxergar a cultura como um conjunto de significados partilhados e constru�dos pelos homens para explicar o mundo.
A Nova Hist�ria Cultural, por tudo que foi acima mencionado, vai fazer ressalvas (sem no entanto neg�-lo) ao conceito de mentalidades por classific�-lo amb�guo e excessivamente vago. No entanto, a Nova Hist�ria Cultural n�o nega a aproxima��o com as outras Ci�ncias Humanas, admite o conceito de longa dura��o e aceita os temas do cotidiano. Conforme assegura Vainfas (2002, p. 56):
Os historiadores da cultura (...), n�o chegam propriamente a negar a relev�ncia dos estudos sobre o mental. N�o recusam, pelo contr�rio, a aproxima��o com a antropologia e demais ci�ncias humanas, admitem a longa dura��o e n�o rejeitam os temas das mentalidades e do cotidiano.
Al�m disso, a Nova Hist�ria Cultural quer tamb�m se aproximar das massas an�nimas. Podemos, portanto, afirmar que a Nova Hist�ria Cultural revela uma especial afei��o pelo informal, por an�lises historiogr�ficas que apresentem caminhos alternativos para a investiga��o hist�rica, indo onde as abordagens tradicionais n�o foram.
E foi neste mar de possibilidades novas que v�rios historiadores passaram a navegar. Um dos mais importantes e que, primeiramente, merece destaque � o italiano Carlo Ginzburg, que em 1976 lan�a uma obra �mpar da Nova Hist�ria Cultural (e por que n�o dizer, da Micro-Hist�ria tamb�m), intitulada �O queijo e os vermes�. Nela, o autor discorre sobre um moleiro condenado como herege pela Inquisi��o Papal no s�culo XVI. Podemos considerar essa obra uma obra-s�ntese, uma vez que foi nela que Ginzburg abandonou o conceito de mentalidades (as raz�es, j� discutimos acima) e adotou o de cultura, definindo-a como �o conjunto de atitudes, cren�as, c�digos de comportamento pr�prios das classes subalternas em um certo per�odo hist�rico� (GINZBURG, 1986, p. 16).
Decorre desta defini��o ser poss�vel, agora, recuperar o conflito de classes em uma dimens�o sociocultural, deixando-se entrever no campo das discuss�es te�ricas aquilo que o historiador italiano chamou de circularidade cultural, conceito que se op�e ao velho paradigma cultura popular X cultura erudita.
Outro pensador da Nova Hist�ria Cultural que nos chama aten��o � Roger Chartier. Este, pertencente a uma gera��o contempor�nea do decl�nio das mentalidades na Fran�a. Chartier concorda com as discuss�es lan�adas por Ginsburg por tamb�m rejeitar a vis�o dicot�mica cultura popular X cultura erudita em favor de uma vis�o, digamos, mais abrangente, que, no limite, valoriza o dimensionamento da cultura em termos de classes sociais. Para tanto, ele prop�e um conceito de cultura como pr�tica, e sugere para seu estudo as categorias de representa��o e apropria��o.
Representa��o analisada como algo que permite ver uma coisa ausente e que, segundo Chartier seria mais abrangente que o conceito de mentalidades, uma vez que o ausente em-si n�o pode mais ser visitado. Segundo Pesavento (2004, p. 40):
Representar �, pois, fundamentalmente, estar no lugar de, � presentifica��o de um ausente; � um apresentar de novo, que d� a ver uma aus�ncia. A id�ia central �, pois, a da substitui��o, que recoloca uma aus�ncia e torna sens�vel uma presen�a.
Se o objetivo central do conceito de representa��o � trazer para o presente o ausente vivido e, dessa forma, poder interpret�-lo, o de apropria��o, segundo Chartier (1990, p. 26), � �construir uma hist�ria social das interpreta��es, remetidas para suas determina��es fundamentais� que s�o o social, o institucional e, sobretudo, o cultural.
Como o objetivo desse artigo n�o �, claro, o de fechar quest�o em torno de nada, gostar�amos de salientar que, tanto na sua vertente italiana quanto na sua vertente francesa, a proposta da Nova Hist�ria Cultural seria o de decodificar a realidade do j� vivido por meio das suas representa��es, desejando chegar �quelas formas pelas quais a humanidade expressou-se a si mesmo e o mundo.
Para o historiador da cultura, isso � muito importante ressaltar, o passado s� chega aos dias atuais por meio das representa��es. Afirmando com Pesavento (2004, p. 42):
�a rigor, o historiador [da cultura] lida com uma temporalidade escoada, com o n�o-visto, o n�o-vivido, que s� se torna poss�vel acessar atrav�s de registros e sinais do passado que chegam at� ele�.
Neste ponto de nossa discuss�o, uma nova possibilidade de investiga��o hist�rica surge como fazendo parte do elenco de mudan�as epistemol�gicas que acompanharam a emerg�ncia da Nova Hist�ria Cultural. Estamos nos referindo ao aparecimento da Micro-Hist�ria. � nela, pois, que muitos historiadores da Nova Hist�ria Cultural, sentiram-se bastante a vontade para realizar suas pesquisas (como � o caso do pr�prio Ginzburg, anteriormente citado).
Vejamos alguns aspectos de seu nascedouro. Segundo Vainfas (2002, p. 68):
o surgimento da Micro-Hist�ria tem a ver com o debate intelectual e historiogr�fico das d�cadas de 1970 e 1980. Tem a ver, tamb�m, com a quest�o da crise do paradigma marxista e de outros modelos de hist�ria totalizante e com a solu��o das mentalidades, que cedo se mostrou inconsistente no plano estritamente te�rico-metodol�gico.
Dessa forma, as finalidades da Micro-Hist�ria movem-se no campo das cr�ticas � hist�ria das mentalidades (vejam a coincid�ncia com a Nova Hist�ria Cultural), n�o deixando-se confundir com elas. Mas a pergunta mais importante que devemos fazer �: onde a Micro-Hist�ria contribui com a Nova Hist�ria Cultural?
Do ponto de vista metodol�gico, a Micro-Hist�ria avan�a nas pesquisas historiogr�ficas por romper com a pr�tica calcada na ret�rica e na est�tica. O trabalho da micro-hist�ria tem se centralizado na busca de uma descri��o mais realista do comportamento humano, empregando um modelo de a��o que possa dar voz a personagens que, de outra maneira, ficariam no esquecimento. Segundo Levi (1992, p. 136), a micro-hist�ria possui, portanto, um papel muito espec�fico dentro da chamada Nova Hist�ria Cultural: �refutar o relativismo, o irracionalismo e a redu��o do trabalho do historiador a uma atividade puramente ret�rica que interprete os textos e n�o os pr�prios acontecimentos.�
Outro historiador que nos alerta para a import�ncia da Micro-Hist�ria � Lu�s Reznick (2002, p. 3), para quem:
O espa�o local, al�ado em categoria central de an�lise, constitui uma nova possibilidade de estudo no quadro das interdepend�ncias entre agentes e fatores determinantes de experi�ncias hist�ricas eleitas pela lupa do historiador. Nessa nova concep��o, cada aparente detalhe, insignificante para um olhar apressado ou na busca exclusiva dos grandes contornos, adquire valor e significado na rede de rela��es plurais de seus m�ltiplos elementos constitutivos.
Dessa forma, o historiador de orienta��o micro-hist�rica, amparado pelos conceitos da Nova Hist�ria Cultural discutidos anteriormente, pode �enxergar� acontecimentos, fatos que a historiografia tradicional n�o �enxerga� e trazer � tona dados que estavam adormecidos. Portanto, sua an�lise � mais criteriosa, justa e democr�tica. Ainda segundo o pensamento de Reznick (2002, p. 3):
Ao eleger o local como circunscri��o de an�lise, como escala pr�pria de observa��o, n�o abandonamos as margens (...), as normas, que, regra geral, ultrapassam o espa�o local ou circunscri��es reduzidas. A escrita da hist�ria local costura ambientes intelectuais, a��es pol�ticas, processos econ�micos que envolvem comunidades regionais, nacionais e globais. Sendo assim, o exerc�cio historiogr�fico incide na descri��o dos mecanismos de apropria��o � adapta��o, resposta e cria��o � �s normas que ultrapassam as comunidades locais.
Dessa forma, � poss�vel afirmar, conforme Levi (1992, p. 139), que �o princ�pio unificador de toda pesquisa micro-hist�rica � a cren�a em que a observa��o microsc�pica revelar� fatores previamente n�o observados�, o que n�o aconteceria numa abordagem tradicional. A descri��o micro-hist�rica serve para registrar uma s�rie de acontecimentos ou fatos significativos que, de outra forma, seriam impercept�veis e que, no entanto, podem ser interpretados por sua inser��o num contexto mais amplo, ou seja, na trama do discurso cultural.
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[1] Psic�logo, Historiador e Especialista em Hist�ria da Filosofia.
Refer�ncias bibliogr�ficas
� CHARTIER, Roger. Introdu��o. In: A hist�ria cultural. Lisboa, Difel, 1990.
� GINZBURG, Carlo. O queijo e os vermes. S�o Paulo, SP: Cia. das Letras, 1986.
� LEVI, Giovanni. Sobre a micro-hist�ria. In BURKE, Peter. A escrita da hist�ria. S�o Paulo, SP. Unesp, 1992.
� PESAVENTO, Sandra Jatahy. Hist�ria e hist�ria cultural. Belo Horizonte, MG: Aut�ntica, 2004.
� REZNIK, Lu�s. Qual o lugar da hist�ria local?. Artigo publicado em www.historialocal.com.br, acessado em 25.08.2004.
� VAINFAS, Ronaldo. Os protagonistas an�nimos da hist�ria. S�o Paulo, SP: Campus, 2002.
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quarta-feira, 23 de junho de 2010
EVIDENCIA HISTÓRICA DE JESÚS
La existencia histórica
de Jesús,
o la prueba escasa
de un advenimiento
sublime
El texto abajo fue sacado del Periódico PERSONA e fue escrito por Ariel Álvarez Valdés, Doctor en Teología Bíblica; Profesor de Teología en la Universidad Católica de Santiago del Estero, Argentina.
En septiembre de 2002, el ingeniero
agrónomo Luis Cascioli se presentó ante la justicia
italiana de la localidad de Viterbo, cerca de
Roma, para denunciar al párroco del lugar. ¿Por
cuál delito? Porque todos los domingos, durante
la misa, el cura hablaba de Jesús de Nazaret.
Y según Cascioli, no hay pruebas de que Jesús
haya existido. Por lo tanto, el sacerdote había
violado dos leyes penales italianas: la de “abuso
de credibilidad popular” (es decir, enseñar cosas
falsas; art. 661) y la de “sustitución de persona”
(inventar la existencia de un personaje irreal; art.
494).
Los jueces de Viterbo quedaron estupefactos.
¿Acaso los Evangelios no prueban la
existencia de Jesús? No, dice Cascioli. Porque
éstos son libros contradictorios, y además están
escritos por gente que creía en él, por lo que no
sirven como prueba objetiva de su existencia.
La denuncia de Cascioli fue rechazada por
absurda. Pero éste apeló. Y en segunda instancia
los jueces le dieron lugar, y ordenaron al párroco
presentarse ante los tribunales para demostrar la
existencia de Jesús. El pobre sacerdote, al verse
en semejante aprieto, estaba desesperado. Pero
al final, los jueces de tercera instancia volvieron a
rechazar la demanda del ingeniero, y dieron por
terminado el pleito judicial.
Hasta aquí la noticia que apareció en los
diarios. Pero una duda quedó flotando en el ambiente:
¿se puede demostrar la historicidad de
Jesús? Fuera del Nuevo Testamento, ¿hay algún
autor contemporáneo que lo nombre, lo mencione,
aluda a su existencia?
Como piedra en el océano
Solemos pensar que Jesús de Nazaret,
el fundador de la religión más importante y
numerosa de occidente, debió haber sido muy
conocido en su tiempo. Que durante su vida
llamó poderosamente la atención de las multitudes.
Que con sus increíbles enseñanzas y sus
sorprendentes milagros mantuvieron fascinada
a la sociedad entera. Que su fama se extendió incluso
a los que no lo conocieron personalmente.
Y que preocupadas por estos hechos, las más
altas autoridades gubernamentales, incluido el
Emperador de Roma, ordenaron su arresto y su
muerte, en el año 30.

Es decir, creemos que el impacto de
Jesús en la sociedad de su tiempo fue impresionante;
semejante al de un cometa que choca
contra la tierra; y que si nos ponemos a buscar
testimonios históricos sobre él, podemos encontrar
millares.
Sin embargo no es así. Cuando examinamos
la información que tenemos de aquella época, nos
damos con que no existe ni un escritor, ni un autor,
ni un historiador, ni un cronista, ni un ensayista,
ni un poeta, ni un contemporáneo suyo, que hable
de él. Aunque parezca mentira, nadie parece haber
reparado en su persona, ni para criticarlo ni para alabarlo.
No tenemos ni siquiera una alusión de pasada.
Nada.
El impacto de Jesús en la sociedad de su
época parece haber sido prácticamente nulo.
Más que a un cometa que choca contra la tierra,
se asemejó a una piedrita arrojada en el océano.
El militar escritor
Si extendemos nuestra investigación a
las décadas siguientes a su muerte, tampoco
encontramos mención alguna de Jesús. En los
años 50, 60, 70 y 80, hay un completo silencio
sobre su figura.
Tenemos que esperar a la década del
90 para hallar la primera referencia a Jesús, en
un documento fuera de la literatura cristiana.
Pertenece a un historiador judío llamado Flavio
Josefo, nacido en Jerusalén hacia el año 37 d.C.,
es decir, unos siete años después de la muerte
de Jesús.
Flavio Josefo era hijo de un sacerdote
de Jerusalén, y por eso recibió una esmerada
educación. Cuando en el año 66 los romanos
invadieron Palestina, Josefo fue puesto al frente
de las tropas judías para defender el país. Pero
fue hecho prisionero, y llevado a Roma. Allí se
ganó las simpatías del Emperador y fue liberado.
Entonces se dedicó a escribir varios libros para
difundir la historia y las costumbres del pueblo
judío. Su primera obra fue La Guerra de los
Judíos, en 7 tomos, donde describe la invasión
de los romanos a Palestina en el año 66.
Su segunda obra fue Antigüedades Judías, en 20 tomos.
Es en esta obra, compuesta hacia el año 93,
donde Josefo menciona dos veces a Jesús.
Tres añadidos cristianos
La primera mención está en el tomo 18,
y dice así: “Por aquel tiempo apareció Jesús, un
hombre sabio (si es que se le puede llamar hombre).
Fue autor de hechos asombrosos, y maestro
para quienes reciben con gusto la verdad. Atrajo
a muchos judíos y griegos. (Él era el Mesías). Y cuando
Pilatos, debido a una acusación hecha por
nuestros dirigentes, lo condenó a la cruz, los que
antes lo habían amado no dejaron de hacerlo.
(Él se les apareció al tercer día, vivo otra vez, tal como
los profetas habían anunciado de Él, además de
muchas otras cosas maravillosas). Y hasta hoy los
cristianos, llamados así por él, no han desaparecido”.
Esta alusión a Jesús, conocida por los estudiosos
como “el Testimonio Flaviano”, provoca
verdadera sorpresa. ¿Cómo es posible que un
judío religioso, como Josefo, que nunca se convirtió
al cristianismo, confiese que Jesús era el
Mesías, que resucitó al tercer día, que se apareció
vivo ante la gente, y que era más que un simple
ser humano? Resulta inaceptable.
Por eso hoy los especialistas sostienen que este texto
contiene tres pasajes añadidos por algún autor
cristiano. Serían los pasajes que están puestos
entre paréntesis. Si los eliminamos, el resto sería
lo que realmente escribió Flavio Josefo.
Ahora bien, si nos atenemos al texto
auténtico del historiador judío, vemos que él
afirma lo siguiente: a) existió en Palestina un
hombre llamado Jesús: b) era un sabio; c) realizó
prodigios; d) la gente lo escuchaba con gusto;
e) atraía a muchos judíos y griegos; f )
las autoridades judías lo acusaron; g) Pilatos lo
condenó a muerte; h) murió crucificado; i) sus
seguidores se llaman cristianos en honor a él; j)
el movimiento que él fundó siguió existiendo
después de su muerte.
Por el asesinato de Santiago
La segunda mención que hace Flavio Josefo
de Jesús, aparece en el tomo 20 de su obra.
Allí, al contar cómo mataron a Santiago, el primer
obispo de Jerusalén, en el año 62, dice:
“Mientras tanto subió al pontificado Anás. Era feroz y muy
audaz. Pensando que había llegado el momento
oportuno, porque (el procurador) Festo había
muerto y Albino aún no había llegado, reunió al
Sanedrín y llevó ante él al hermano de Jesús, que
es llamado Mesías, de nombre Santiago, y a algunos
otros. Los acusó de haber transgredido la ley, y
los entregó para que fueran apedreados”.
En esta segunda referencia, el escritor
judío afirma que: a) existió un hombre llamado
Jesús; b) tenía un hermano llamado Santiago (lo
cual coincide con lo que dice Marcos 6,3 y Gálatas
1,19); c) algunos lo consideraban el Mesías.
Estas dos citas de Flavio Josefo, si bien
muy breves, son importantísimas, porque constituyen
la primera prueba (fuera de la Biblia) de que
Jesús de Nazaret realmente existió. Además, demuestran
que Flavio Josefo disponía de bastante
información sobre la persona de Jesús, en el momento
de escribir.
Justo falta ese volumen
Poco después de Flavio Josefo, tenemos
un segundo escritor que menciona a Jesús. Es el
historiador romano Tácito. Nacido en el año 55,
de una familia muy rica, fue gobernador de la
provincia de Asia (al oeste de la actual Turquía)
en el año el 112, donde pudo conocer a los cristianos.
Luego abandonó la política y se dedicó
a escribir. Su libro más importante fue los Anales,
compuesto en el año 117. Es una historia de
Roma en 18 volúmenes, que va desde el año 14
d.C. (en que muere el emperador Augusto) hasta
el año 68 d.C. (en que muere Nerón).
Desgraciadamente la obra nos ha llegado
incompleta, porque se perdieron varios
tomos; y justamente la sección que va del año
29 al 32 no sobrevivió.
Por eso el proceso y la muerte de Jesús, ocurrida en el
año 30, y que quizás podría haber figurado, no aparece en los
manuscritos. Pero sí, al hablar de la persecución
de Nerón a los cristianos de Roma, Tácito dice:
“Nerón sometió a torturas refinadas a los cristianos,
un grupo odiado por sus horribles crímenes.
Su nombre viene de Cristo, quien bajo el reinado
de Tiberio fue ejecutado por el procurador Poncio
Pilatos. Sofocada momentáneamente, la nociva
superstición volvió a difundirse no sólo en Judea,
su país de origen, sino también en Roma, a donde
confluyen todas las atrocidades de todo el mundo.
Primero, los inculpados que confesaban; después,
denunciados por éstos, una inmensa multitud, todos
fueron convictos, no tanto por el crimen de incendio
sino por el odio del género humano”.

Este testimonio nos brinda varios elementos
importantes para situar históricamente
a Jesús. Nos dice: a) que existió un hombre al
que llamaban Cristo; b) que su patria era Judea;
c) que su muerte ocurrió cuando Tiberio era emperador
(o sea, entre los años 14 y 37) y Poncio
Pilatos gobernador (entre los años 26 y 36);
d) que Pilatos lo mandó a matar, lo cual implica
que lo crucificaron, pues el castigo normal de
las autoridades romanas en Judea era ése; e)
que antes de morir, Jesús ya había formado un
grupo de seguidores.

Otros candidatos abolidos
Estos dos escritores, Flavio Josefo y Tácito,
son los únicos testimonios no cristianos
(es decir, neutrales) conocidos, que hablen de la
existencia histórica de Jesús de Nazaret.
No hay ninguna otra fuente no cristiana, anterior al año
130 (o sea, en un período de cien años desde la
muerte de Jesús), que mencione al fundador del
cristianismo.
Los estudiosos suelen citar a otros dos
escritores romanos que, según dicen, hablarían
también de Jesús. Ellos son Plinio el Joven y Suetonio.
En el caso de Plinio el Joven, el texto
que suelen citar es una carta suya, escrita en el
año 112, donde al hablar de los cristianos dice:
“Ellos afirman que toda su culpa y error consiste
en reunirse en un día fijo, antes de la salida del
sol, y cantar a coro un himno a Cristo como a un
dios; y se comprometen a no cometer crímenes,
ni hurtos, ni asesinato, ni adulterios, ni mentir, y
luego toman su alimento”.
De Suetonio, el texto sería un pasaje de
su libro Vida de los Doce Césares, escrito en el
año 120: “Como los judíos provocaban
constantemente disturbios a causa de Cristo, el emperador
Claudio los expulsó de Roma”.
Pero si miramos bien, vemos que ninguno
de los dos textos habla directamente de
Cristo, sino de los cristianos. No afirman que
haya existido alguien llamado Jesús, sino que
un grupo de cristianos creía en su existencia.
Por lo tanto, no sirven como fuentes para afirmar la
realidad histórica de Jesús.
Pocos pero contundentes
En conclusión, sólo han llegado hasta
nosotros dos testimonios extrabíblicos sobre
Jesús de Nazaret. Sin embargo, todos los estudiosos
están de acuerdo en que esos dos textos
bastan para probar, de manera concluyente
y definitiva, su existencia histórica.
Por eso hoy ningún historiador serio niega la historicidad de
Jesús. Primero, porque vemos que existen dos
autores muy antiguos que de manera imparcial,
objetiva y desinteresada afirmaron su existencia.
Y son testimonios lo suficientemente cercanos
a los hechos como para constituir fuentes
fidedignas y confiables.
Segundo,porque hay además muchísimos
textos cristianos, más antiguos todavía,
que hablan de Jesús. Entre ellos están las cartas
de Pablo, escritas alrededor del año 50, que
reflejan una tradición de los años 40, es decir,
muy cercana al momento de la muerte de Jesús.
También poseemos los cuatro Evangelios, que
si bien fueron compuestos por creyentes en
Jesús, y por eso no son obras imparciales, sí pretenden
remontarse a un personaje real. Por lo
tanto, negar la existencia histórica de la figura
central de estos libros traería más dificultades
que aceptarla.
No podemos negar a los otros
Tercero, porque en la antigüedad ningún
enemigo ni adversario de los cristianos, por más
encarnizado que fuera, puso en duda la existencia
de Jesús. Sí cuestionaron que fuera el Mesías,
o el Hijo de Dios, pero jamás que hubiera existido.
Las primeras dudas sobre su existencia
histórica surgieron recién en el siglo XVIII, cuando
ciertos autores franceses empezaron a decir
que Jesús de Nazaret era una divinidad solar
antigua a la que se le había atribuido existencia
histórica. Esta duda se prolongó durante el siglo
XIX y XX. Pero actualmente ya ningún estudioso
la toma en serio.
Cuarto, porque los textos del Nuevo Testamento
hacen interactuar a Jesús con otros
personajes históricos, cuya existencia está demostrada
por documentos arqueológicos y
literarios no cristianos, como Juan el Bautista,
Poncio Pilatos, Herodes el Grande, Herodes Antipas o Caifás.
Finalmente, porque si los evangelistas hubieran
inventado a Jesús de la nada, lo habrían
hecho de un modo tal que no produjera tantas
dificultades y dolores de cabeza a los lectores; y
hoy no habría ninguna diferencia entre el Jesús
de los Evangelios y el Jesús histórico, que vamos
conociendo gracias a la arqueología y a otras ciencias;
los dos serían exactamente iguales.
El hecho de que los evangelistas hayan querido reinterpretar
la figura de Jesús desde su fe, demuestra que
están tratando de contar la vida de un personaje
real.
Todavía hoy encontramos gente, como
el ingeniero agrónomo Luis Cascioli, que duda
de la existencia real de Jesús. Creen así estar a la
vanguardia de la intelectualidad. Sin embargo,
son personas que se han quedado en el tiempo,
porque hace décadas ya que los estudiosos
modernos llegaron a la certeza de su vida.
Escasa atracción
Cuando buscamos en la antigüedad los
datos sobre la existencia histórica de Jesús, descubrimos
con asombro que sus contemporáneos
no dijeron casi nada de él. Que su vida fue
absolutamente insignificante en el plano de la
escena mundial.
Esto demuestra que Jesús durante
su vida fue un judío marginal, que fundó
un movimiento marginal, en una provincia
marginal del gran imperio romano. Su vida y su
muerte fueron el acontecimiento menos importante
de la historia romana de ese tiempo, y sus
contemporáneos ni siquiera le prestaron atención.
Por eso, lo asombroso no es que nadie
hable de él. Lo asombroso hubiera sido que algún
historiador de la época se hubiera interesado
en él. Sería una casualidad increíble que
los escritores de ese tiempo se sintieran atraídos
por contar la ejecución de un carpintero palestino.
Lo más natural del mundo hubiera sido que
ningún contemporáneo lo recordara ni mencionara.
Sin embargo, y a pesar de ello, sorprendentemente
tenemos varias referencias de él.
Más aún: hay más información sobre Jesús de
Nazaret que sobre otros personajes de la historia
cuya existencia nadie cuestiona. Por eso, su
existencia constituye hoy un hecho histórico
cierto e irrefutable.
Pero sus contemporáneos se interesaron
poco en él. Sólo se habló de su persona cuando
los cristianos comenzaron a ser una “molestia”
para la sociedad. Cuando sus seguidores empezaron
a hablar del amor al prójimo, del perdón
a los enemigos, del servicio a los demás como
actitud de vida, de no criticar, de defender a los
más pobres.
Recién entonces surgió el interés
por conocer a esa extraña figura, que había dado
origen a la doctrina más sublime e increíble de
la historia de la humanidad.
Hoy el interés por la figura de Jesús ha
vuelto a ser escaso. Tal vez porque los cristianos
hemos dejado de “molestar”; ya no somos un
ejemplo llamativo de amor ante la sociedad. No
somos los testigos y representantes de la doctrina
más asombrosa que oyó la humanidad.
Quizás si volviéramos a encarnar su mensaje, los
historiadores, pensadores, filósofos, periodistas,
se sentirían otra vez atraídos por el carpintero de Nazaret.
HISTORIOGRAFIA
ESPÍRITO DA ÉPOCA
“Ninguém defende hoje uma história da cultura que não leve em consideração
os entrecruzamentos com a história social. O mesmo pode ser dito em
relação ao pressuposto da existência de um “espírito da época” ou quanto
à ingênua noção de homogeneidade cultural. A própria noção de cultura
alargou-se em direção a outras dimensões e outros territórios.”
(Aula 21 – Historiografia Cultural- Unimes Virtual)
Meu comentário: A meu ver, existe sim um “espírito da época”, ou seja, um modismo do pensamento. Em todas as manifestações culturais existe períodos em que florescem certos apreços por determinadas arquiteturas, músicas, artes, esportes, tendências penais, assim devemos analisar a história de acordo também com o espírito da época.
A maneira leviana como as mulheres ocidentais se vestem hoje com extrema sensualidade é considerada normal, por esta sociedade, mas não para o ocidente e nem seria normal em outros períodos históricos do Ocidente. A pena de morte era praticada no mundo inteiro como forma de punir os criminosos bárbaros, hoje a moda é “respeitar a vida dos criminosos e perversos”. É óbvio que nossa sociedade ocidental não esta evoluindo moralmente estamos sob a influência de um espírito da época.
Este espírito da época não é somente uma tendência, é também uma influência de espíritos inteligentes, forças invisíveis que procurar dar um rumo anticristão ao mundo.
SIMBOLISMO
“A etnologia simbólica estuda os símbolos e os processos,
como os mitos e os rituais por meio dos quais os homens
atribuem significados ao mundo e lhe endereçam as perguntas
fundamentais a respeito da existência e da vida social. Dessa maneira,
a cultura passa a ser entendida como um complexo sistema de significados,
uma teia que orienta as ações humanas oferecendo-lhes sentido.”
(Aula 22 – Simbolismo – Unimes Virtual)
MEU COMENTÁRIO; O ser humano é essencialmente cheio de símbolos em sua vida, nenhuma criatura usa tanto o recurso do simbolismo como os humanos, até porque nosso contato com Deus muitos vezes requer que estejamos atento para interpretar “sinais” divino que nos dê uma orientação em nossas vidas. O próprio universo é um grande símbolo que mostra que existe um criador. A natureza é cheia de símbolos, é particularmente interessante como o homem do campo interpreta a aproximação de uma tempestade pelo movimento e forma das nuvens. Símbolos são conectividades que apontam outra realidade ou forma de existência ou aproximação de eventos.
O exagero em querem ver sinais divino em tudo levou a humanidade a cometer os pecados das artes de adivinhações com a quiromancia (leitura da mão), astrologia (leitura dos astros), necromancia (leitura dos mortos) e uma infinidade de sistemas de adivinhação pecaminosos.
de Jesús,
o la prueba escasa
de un advenimiento
sublime
El texto abajo fue sacado del Periódico PERSONA e fue escrito por Ariel Álvarez Valdés, Doctor en Teología Bíblica; Profesor de Teología en la Universidad Católica de Santiago del Estero, Argentina.
En septiembre de 2002, el ingeniero
agrónomo Luis Cascioli se presentó ante la justicia
italiana de la localidad de Viterbo, cerca de
Roma, para denunciar al párroco del lugar. ¿Por
cuál delito? Porque todos los domingos, durante
la misa, el cura hablaba de Jesús de Nazaret.
Y según Cascioli, no hay pruebas de que Jesús
haya existido. Por lo tanto, el sacerdote había
violado dos leyes penales italianas: la de “abuso
de credibilidad popular” (es decir, enseñar cosas
falsas; art. 661) y la de “sustitución de persona”
(inventar la existencia de un personaje irreal; art.
494).
Los jueces de Viterbo quedaron estupefactos.
¿Acaso los Evangelios no prueban la
existencia de Jesús? No, dice Cascioli. Porque
éstos son libros contradictorios, y además están
escritos por gente que creía en él, por lo que no
sirven como prueba objetiva de su existencia.
La denuncia de Cascioli fue rechazada por
absurda. Pero éste apeló. Y en segunda instancia
los jueces le dieron lugar, y ordenaron al párroco
presentarse ante los tribunales para demostrar la
existencia de Jesús. El pobre sacerdote, al verse
en semejante aprieto, estaba desesperado. Pero
al final, los jueces de tercera instancia volvieron a
rechazar la demanda del ingeniero, y dieron por
terminado el pleito judicial.
Hasta aquí la noticia que apareció en los
diarios. Pero una duda quedó flotando en el ambiente:
¿se puede demostrar la historicidad de
Jesús? Fuera del Nuevo Testamento, ¿hay algún
autor contemporáneo que lo nombre, lo mencione,
aluda a su existencia?
Como piedra en el océano
Solemos pensar que Jesús de Nazaret,
el fundador de la religión más importante y
numerosa de occidente, debió haber sido muy
conocido en su tiempo. Que durante su vida
llamó poderosamente la atención de las multitudes.
Que con sus increíbles enseñanzas y sus
sorprendentes milagros mantuvieron fascinada
a la sociedad entera. Que su fama se extendió incluso
a los que no lo conocieron personalmente.
Y que preocupadas por estos hechos, las más
altas autoridades gubernamentales, incluido el
Emperador de Roma, ordenaron su arresto y su
muerte, en el año 30.

Es decir, creemos que el impacto de
Jesús en la sociedad de su tiempo fue impresionante;
semejante al de un cometa que choca
contra la tierra; y que si nos ponemos a buscar
testimonios históricos sobre él, podemos encontrar
millares.
Sin embargo no es así. Cuando examinamos
la información que tenemos de aquella época, nos
damos con que no existe ni un escritor, ni un autor,
ni un historiador, ni un cronista, ni un ensayista,
ni un poeta, ni un contemporáneo suyo, que hable
de él. Aunque parezca mentira, nadie parece haber
reparado en su persona, ni para criticarlo ni para alabarlo.
No tenemos ni siquiera una alusión de pasada.
Nada.
El impacto de Jesús en la sociedad de su
época parece haber sido prácticamente nulo.
Más que a un cometa que choca contra la tierra,
se asemejó a una piedrita arrojada en el océano.
El militar escritor
Si extendemos nuestra investigación a
las décadas siguientes a su muerte, tampoco
encontramos mención alguna de Jesús. En los
años 50, 60, 70 y 80, hay un completo silencio
sobre su figura.
Tenemos que esperar a la década del
90 para hallar la primera referencia a Jesús, en
un documento fuera de la literatura cristiana.
Pertenece a un historiador judío llamado Flavio
Josefo, nacido en Jerusalén hacia el año 37 d.C.,
es decir, unos siete años después de la muerte
de Jesús.
Flavio Josefo era hijo de un sacerdote
de Jerusalén, y por eso recibió una esmerada
educación. Cuando en el año 66 los romanos
invadieron Palestina, Josefo fue puesto al frente
de las tropas judías para defender el país. Pero
fue hecho prisionero, y llevado a Roma. Allí se
ganó las simpatías del Emperador y fue liberado.
Entonces se dedicó a escribir varios libros para
difundir la historia y las costumbres del pueblo
judío. Su primera obra fue La Guerra de los
Judíos, en 7 tomos, donde describe la invasión
de los romanos a Palestina en el año 66.
Su segunda obra fue Antigüedades Judías, en 20 tomos.
Es en esta obra, compuesta hacia el año 93,
donde Josefo menciona dos veces a Jesús.
Tres añadidos cristianos
La primera mención está en el tomo 18,
y dice así: “Por aquel tiempo apareció Jesús, un
hombre sabio (si es que se le puede llamar hombre).
Fue autor de hechos asombrosos, y maestro
para quienes reciben con gusto la verdad. Atrajo
a muchos judíos y griegos. (Él era el Mesías). Y cuando
Pilatos, debido a una acusación hecha por
nuestros dirigentes, lo condenó a la cruz, los que
antes lo habían amado no dejaron de hacerlo.
(Él se les apareció al tercer día, vivo otra vez, tal como
los profetas habían anunciado de Él, además de
muchas otras cosas maravillosas). Y hasta hoy los
cristianos, llamados así por él, no han desaparecido”.
Esta alusión a Jesús, conocida por los estudiosos
como “el Testimonio Flaviano”, provoca
verdadera sorpresa. ¿Cómo es posible que un
judío religioso, como Josefo, que nunca se convirtió
al cristianismo, confiese que Jesús era el
Mesías, que resucitó al tercer día, que se apareció
vivo ante la gente, y que era más que un simple
ser humano? Resulta inaceptable.
Por eso hoy los especialistas sostienen que este texto
contiene tres pasajes añadidos por algún autor
cristiano. Serían los pasajes que están puestos
entre paréntesis. Si los eliminamos, el resto sería
lo que realmente escribió Flavio Josefo.
Ahora bien, si nos atenemos al texto
auténtico del historiador judío, vemos que él
afirma lo siguiente: a) existió en Palestina un
hombre llamado Jesús: b) era un sabio; c) realizó
prodigios; d) la gente lo escuchaba con gusto;
e) atraía a muchos judíos y griegos; f )
las autoridades judías lo acusaron; g) Pilatos lo
condenó a muerte; h) murió crucificado; i) sus
seguidores se llaman cristianos en honor a él; j)
el movimiento que él fundó siguió existiendo
después de su muerte.
Por el asesinato de Santiago
La segunda mención que hace Flavio Josefo
de Jesús, aparece en el tomo 20 de su obra.
Allí, al contar cómo mataron a Santiago, el primer
obispo de Jerusalén, en el año 62, dice:
“Mientras tanto subió al pontificado Anás. Era feroz y muy
audaz. Pensando que había llegado el momento
oportuno, porque (el procurador) Festo había
muerto y Albino aún no había llegado, reunió al
Sanedrín y llevó ante él al hermano de Jesús, que
es llamado Mesías, de nombre Santiago, y a algunos
otros. Los acusó de haber transgredido la ley, y
los entregó para que fueran apedreados”.
En esta segunda referencia, el escritor
judío afirma que: a) existió un hombre llamado
Jesús; b) tenía un hermano llamado Santiago (lo
cual coincide con lo que dice Marcos 6,3 y Gálatas
1,19); c) algunos lo consideraban el Mesías.
Estas dos citas de Flavio Josefo, si bien
muy breves, son importantísimas, porque constituyen
la primera prueba (fuera de la Biblia) de que
Jesús de Nazaret realmente existió. Además, demuestran
que Flavio Josefo disponía de bastante
información sobre la persona de Jesús, en el momento
de escribir.
Justo falta ese volumen
Poco después de Flavio Josefo, tenemos
un segundo escritor que menciona a Jesús. Es el
historiador romano Tácito. Nacido en el año 55,
de una familia muy rica, fue gobernador de la
provincia de Asia (al oeste de la actual Turquía)
en el año el 112, donde pudo conocer a los cristianos.
Luego abandonó la política y se dedicó
a escribir. Su libro más importante fue los Anales,
compuesto en el año 117. Es una historia de
Roma en 18 volúmenes, que va desde el año 14
d.C. (en que muere el emperador Augusto) hasta
el año 68 d.C. (en que muere Nerón).
Desgraciadamente la obra nos ha llegado
incompleta, porque se perdieron varios
tomos; y justamente la sección que va del año
29 al 32 no sobrevivió.
Por eso el proceso y la muerte de Jesús, ocurrida en el
año 30, y que quizás podría haber figurado, no aparece en los
manuscritos. Pero sí, al hablar de la persecución
de Nerón a los cristianos de Roma, Tácito dice:
“Nerón sometió a torturas refinadas a los cristianos,
un grupo odiado por sus horribles crímenes.
Su nombre viene de Cristo, quien bajo el reinado
de Tiberio fue ejecutado por el procurador Poncio
Pilatos. Sofocada momentáneamente, la nociva
superstición volvió a difundirse no sólo en Judea,
su país de origen, sino también en Roma, a donde
confluyen todas las atrocidades de todo el mundo.
Primero, los inculpados que confesaban; después,
denunciados por éstos, una inmensa multitud, todos
fueron convictos, no tanto por el crimen de incendio
sino por el odio del género humano”.

Este testimonio nos brinda varios elementos
importantes para situar históricamente
a Jesús. Nos dice: a) que existió un hombre al
que llamaban Cristo; b) que su patria era Judea;
c) que su muerte ocurrió cuando Tiberio era emperador
(o sea, entre los años 14 y 37) y Poncio
Pilatos gobernador (entre los años 26 y 36);
d) que Pilatos lo mandó a matar, lo cual implica
que lo crucificaron, pues el castigo normal de
las autoridades romanas en Judea era ése; e)
que antes de morir, Jesús ya había formado un
grupo de seguidores.

Otros candidatos abolidos
Estos dos escritores, Flavio Josefo y Tácito,
son los únicos testimonios no cristianos
(es decir, neutrales) conocidos, que hablen de la
existencia histórica de Jesús de Nazaret.
No hay ninguna otra fuente no cristiana, anterior al año
130 (o sea, en un período de cien años desde la
muerte de Jesús), que mencione al fundador del
cristianismo.
Los estudiosos suelen citar a otros dos
escritores romanos que, según dicen, hablarían
también de Jesús. Ellos son Plinio el Joven y Suetonio.
En el caso de Plinio el Joven, el texto
que suelen citar es una carta suya, escrita en el
año 112, donde al hablar de los cristianos dice:
“Ellos afirman que toda su culpa y error consiste
en reunirse en un día fijo, antes de la salida del
sol, y cantar a coro un himno a Cristo como a un
dios; y se comprometen a no cometer crímenes,
ni hurtos, ni asesinato, ni adulterios, ni mentir, y
luego toman su alimento”.
De Suetonio, el texto sería un pasaje de
su libro Vida de los Doce Césares, escrito en el
año 120: “Como los judíos provocaban
constantemente disturbios a causa de Cristo, el emperador
Claudio los expulsó de Roma”.
Pero si miramos bien, vemos que ninguno
de los dos textos habla directamente de
Cristo, sino de los cristianos. No afirman que
haya existido alguien llamado Jesús, sino que
un grupo de cristianos creía en su existencia.
Por lo tanto, no sirven como fuentes para afirmar la
realidad histórica de Jesús.
Pocos pero contundentes
En conclusión, sólo han llegado hasta
nosotros dos testimonios extrabíblicos sobre
Jesús de Nazaret. Sin embargo, todos los estudiosos
están de acuerdo en que esos dos textos
bastan para probar, de manera concluyente
y definitiva, su existencia histórica.
Por eso hoy ningún historiador serio niega la historicidad de
Jesús. Primero, porque vemos que existen dos
autores muy antiguos que de manera imparcial,
objetiva y desinteresada afirmaron su existencia.
Y son testimonios lo suficientemente cercanos
a los hechos como para constituir fuentes
fidedignas y confiables.
Segundo,porque hay además muchísimos
textos cristianos, más antiguos todavía,
que hablan de Jesús. Entre ellos están las cartas
de Pablo, escritas alrededor del año 50, que
reflejan una tradición de los años 40, es decir,
muy cercana al momento de la muerte de Jesús.
También poseemos los cuatro Evangelios, que
si bien fueron compuestos por creyentes en
Jesús, y por eso no son obras imparciales, sí pretenden
remontarse a un personaje real. Por lo
tanto, negar la existencia histórica de la figura
central de estos libros traería más dificultades
que aceptarla.
No podemos negar a los otros
Tercero, porque en la antigüedad ningún
enemigo ni adversario de los cristianos, por más
encarnizado que fuera, puso en duda la existencia
de Jesús. Sí cuestionaron que fuera el Mesías,
o el Hijo de Dios, pero jamás que hubiera existido.
Las primeras dudas sobre su existencia
histórica surgieron recién en el siglo XVIII, cuando
ciertos autores franceses empezaron a decir
que Jesús de Nazaret era una divinidad solar
antigua a la que se le había atribuido existencia
histórica. Esta duda se prolongó durante el siglo
XIX y XX. Pero actualmente ya ningún estudioso
la toma en serio.
Cuarto, porque los textos del Nuevo Testamento
hacen interactuar a Jesús con otros
personajes históricos, cuya existencia está demostrada
por documentos arqueológicos y
literarios no cristianos, como Juan el Bautista,
Poncio Pilatos, Herodes el Grande, Herodes Antipas o Caifás.
Finalmente, porque si los evangelistas hubieran
inventado a Jesús de la nada, lo habrían
hecho de un modo tal que no produjera tantas
dificultades y dolores de cabeza a los lectores; y
hoy no habría ninguna diferencia entre el Jesús
de los Evangelios y el Jesús histórico, que vamos
conociendo gracias a la arqueología y a otras ciencias;
los dos serían exactamente iguales.
El hecho de que los evangelistas hayan querido reinterpretar
la figura de Jesús desde su fe, demuestra que
están tratando de contar la vida de un personaje
real.
Todavía hoy encontramos gente, como
el ingeniero agrónomo Luis Cascioli, que duda
de la existencia real de Jesús. Creen así estar a la
vanguardia de la intelectualidad. Sin embargo,
son personas que se han quedado en el tiempo,
porque hace décadas ya que los estudiosos
modernos llegaron a la certeza de su vida.
Escasa atracción
Cuando buscamos en la antigüedad los
datos sobre la existencia histórica de Jesús, descubrimos
con asombro que sus contemporáneos
no dijeron casi nada de él. Que su vida fue
absolutamente insignificante en el plano de la
escena mundial.
Esto demuestra que Jesús durante
su vida fue un judío marginal, que fundó
un movimiento marginal, en una provincia
marginal del gran imperio romano. Su vida y su
muerte fueron el acontecimiento menos importante
de la historia romana de ese tiempo, y sus
contemporáneos ni siquiera le prestaron atención.
Por eso, lo asombroso no es que nadie
hable de él. Lo asombroso hubiera sido que algún
historiador de la época se hubiera interesado
en él. Sería una casualidad increíble que
los escritores de ese tiempo se sintieran atraídos
por contar la ejecución de un carpintero palestino.
Lo más natural del mundo hubiera sido que
ningún contemporáneo lo recordara ni mencionara.
Sin embargo, y a pesar de ello, sorprendentemente
tenemos varias referencias de él.
Más aún: hay más información sobre Jesús de
Nazaret que sobre otros personajes de la historia
cuya existencia nadie cuestiona. Por eso, su
existencia constituye hoy un hecho histórico
cierto e irrefutable.
Pero sus contemporáneos se interesaron
poco en él. Sólo se habló de su persona cuando
los cristianos comenzaron a ser una “molestia”
para la sociedad. Cuando sus seguidores empezaron
a hablar del amor al prójimo, del perdón
a los enemigos, del servicio a los demás como
actitud de vida, de no criticar, de defender a los
más pobres.
Recién entonces surgió el interés
por conocer a esa extraña figura, que había dado
origen a la doctrina más sublime e increíble de
la historia de la humanidad.
Hoy el interés por la figura de Jesús ha
vuelto a ser escaso. Tal vez porque los cristianos
hemos dejado de “molestar”; ya no somos un
ejemplo llamativo de amor ante la sociedad. No
somos los testigos y representantes de la doctrina
más asombrosa que oyó la humanidad.
Quizás si volviéramos a encarnar su mensaje, los
historiadores, pensadores, filósofos, periodistas,
se sentirían otra vez atraídos por el carpintero de Nazaret.
HISTORIOGRAFIA
ESPÍRITO DA ÉPOCA
“Ninguém defende hoje uma história da cultura que não leve em consideração
os entrecruzamentos com a história social. O mesmo pode ser dito em
relação ao pressuposto da existência de um “espírito da época” ou quanto
à ingênua noção de homogeneidade cultural. A própria noção de cultura
alargou-se em direção a outras dimensões e outros territórios.”
(Aula 21 – Historiografia Cultural- Unimes Virtual)
Meu comentário: A meu ver, existe sim um “espírito da época”, ou seja, um modismo do pensamento. Em todas as manifestações culturais existe períodos em que florescem certos apreços por determinadas arquiteturas, músicas, artes, esportes, tendências penais, assim devemos analisar a história de acordo também com o espírito da época.
A maneira leviana como as mulheres ocidentais se vestem hoje com extrema sensualidade é considerada normal, por esta sociedade, mas não para o ocidente e nem seria normal em outros períodos históricos do Ocidente. A pena de morte era praticada no mundo inteiro como forma de punir os criminosos bárbaros, hoje a moda é “respeitar a vida dos criminosos e perversos”. É óbvio que nossa sociedade ocidental não esta evoluindo moralmente estamos sob a influência de um espírito da época.
Este espírito da época não é somente uma tendência, é também uma influência de espíritos inteligentes, forças invisíveis que procurar dar um rumo anticristão ao mundo.
SIMBOLISMO
“A etnologia simbólica estuda os símbolos e os processos,
como os mitos e os rituais por meio dos quais os homens
atribuem significados ao mundo e lhe endereçam as perguntas
fundamentais a respeito da existência e da vida social. Dessa maneira,
a cultura passa a ser entendida como um complexo sistema de significados,
uma teia que orienta as ações humanas oferecendo-lhes sentido.”
(Aula 22 – Simbolismo – Unimes Virtual)
MEU COMENTÁRIO; O ser humano é essencialmente cheio de símbolos em sua vida, nenhuma criatura usa tanto o recurso do simbolismo como os humanos, até porque nosso contato com Deus muitos vezes requer que estejamos atento para interpretar “sinais” divino que nos dê uma orientação em nossas vidas. O próprio universo é um grande símbolo que mostra que existe um criador. A natureza é cheia de símbolos, é particularmente interessante como o homem do campo interpreta a aproximação de uma tempestade pelo movimento e forma das nuvens. Símbolos são conectividades que apontam outra realidade ou forma de existência ou aproximação de eventos.
O exagero em querem ver sinais divino em tudo levou a humanidade a cometer os pecados das artes de adivinhações com a quiromancia (leitura da mão), astrologia (leitura dos astros), necromancia (leitura dos mortos) e uma infinidade de sistemas de adivinhação pecaminosos.
segunda-feira, 24 de maio de 2010
A INDÚSTRIA DO HOLOCAUSTO
A Indústria do Holocausto
TÍTULO DO LIVRO: A INDÚSTRIA DO HOLOCAUSTO
AUTOR: NORMAN G. FINKELSTEIN
EDITORA: RECORD
SINOPSE
O livro escrito por um judeu surpreende por tratar a questão sionista como uma exploração da imagem do Holocausto Judeu na Segunda Guerra Mundial, exploração , segundo o autor feita pelos Estados Unidos e pela elite judaica que propagavam o sofrimento dos judeus na Segunda Guerra para justificar ações indenizatórias contra os governos que apoiaram o regime Nazista, bem como uma tática do governo americano de colocar o pé no Oriente Médio em um conchave com o Estado Judeu de Israel.
Para Norman G. Finkelstein, "...as atrocidades nazistas transformaram-se num mito americano que serve aos interesses da elite judaica, sendo que nesse sentido, o holocausto transformou-se em Holocausto (com h maiúsculo), ou seja, numa indústria que exibe como vítimas o grupo étnico mais bem sucedido dos Estados Unidos e apresenta como indefeso um país como Israel, uma das maiores potências militares do mundo, que oprime os não judeus em seu território e em áreas de influência".
"...o Holocausto se transforma assim, numa cobertura para Israel perpetuar a espoliação dos palestinos, enquanto os Estados Unidos podem esquecer os massacres e as injustiças que marcaram sua história."

RECOMENDAÇÕES
Livro imprestável, de tão ruim talvez não sirva nem mesmo como combustível na lareira. Quanto mais estudo as questões do Oriente Médio percebo como tem gente disposta a tudo por um lugar ao “sol” e como tem gente irracional, neste caso não podemos nem dar a desculpa que se trata de um desinformado sobre a questão judaica. O caso de Finkelstein talves seja mais de psiquiatria do que orientação política. Minha posição ideológica é suspeitissima porque sou pró-americano e ultra-sionista, mas não deixo minha paixão obscurecer minha visão como a do professor Finkelstein que preservado pelos pais do sofrimento judaico, chega as raias de negar o histórico sofrimento dos judeus não somente na Segunda Guerra Mundial, mas desde três mil e quinhentos anos atrás quando foram escravos no Egito por quatrocentos anos.
O povo judeu é maravilho porque em sua história produziu os maiores gênios da humanidade como Jesus,Albert Einstein e os maiores cretínos como Judas e Karl Marx, contudo a posição do autor chega a me causar espanto.
O AUTOR
Um professor judeu americano da Universidade de Nova York, filho de judeus egressos do Gueto de Varsóvia e sobreviventes do campo de concentração de Maidanek e Auschwitz, Norman G. Finkelstein nasceu no Broklyn, Nova York, em 1953. Autor da tese de doutorado "The Theory of Zionism", defendida no Departamento de Política da Universidade de Princeton, atualmente é professor da Universidade de Nova York, onde leciona Teoria Política.

Colaborador do London Review Books, entre suas obras estão: Image and Reality of the Israel-Palestine Conflict, The Rise and Fall of Palestine e A Nation on Trial The Goldhagen Thesis and Historical Truth, indicado como livro do ano pelo New York Times Book Review.
TÍTULO DO LIVRO: A INDÚSTRIA DO HOLOCAUSTO
AUTOR: NORMAN G. FINKELSTEIN
EDITORA: RECORD
SINOPSE
O livro escrito por um judeu surpreende por tratar a questão sionista como uma exploração da imagem do Holocausto Judeu na Segunda Guerra Mundial, exploração , segundo o autor feita pelos Estados Unidos e pela elite judaica que propagavam o sofrimento dos judeus na Segunda Guerra para justificar ações indenizatórias contra os governos que apoiaram o regime Nazista, bem como uma tática do governo americano de colocar o pé no Oriente Médio em um conchave com o Estado Judeu de Israel.
Para Norman G. Finkelstein, "...as atrocidades nazistas transformaram-se num mito americano que serve aos interesses da elite judaica, sendo que nesse sentido, o holocausto transformou-se em Holocausto (com h maiúsculo), ou seja, numa indústria que exibe como vítimas o grupo étnico mais bem sucedido dos Estados Unidos e apresenta como indefeso um país como Israel, uma das maiores potências militares do mundo, que oprime os não judeus em seu território e em áreas de influência".
"...o Holocausto se transforma assim, numa cobertura para Israel perpetuar a espoliação dos palestinos, enquanto os Estados Unidos podem esquecer os massacres e as injustiças que marcaram sua história."
RECOMENDAÇÕES
Livro imprestável, de tão ruim talvez não sirva nem mesmo como combustível na lareira. Quanto mais estudo as questões do Oriente Médio percebo como tem gente disposta a tudo por um lugar ao “sol” e como tem gente irracional, neste caso não podemos nem dar a desculpa que se trata de um desinformado sobre a questão judaica. O caso de Finkelstein talves seja mais de psiquiatria do que orientação política. Minha posição ideológica é suspeitissima porque sou pró-americano e ultra-sionista, mas não deixo minha paixão obscurecer minha visão como a do professor Finkelstein que preservado pelos pais do sofrimento judaico, chega as raias de negar o histórico sofrimento dos judeus não somente na Segunda Guerra Mundial, mas desde três mil e quinhentos anos atrás quando foram escravos no Egito por quatrocentos anos.
O povo judeu é maravilho porque em sua história produziu os maiores gênios da humanidade como Jesus,Albert Einstein e os maiores cretínos como Judas e Karl Marx, contudo a posição do autor chega a me causar espanto.
O AUTOR
Um professor judeu americano da Universidade de Nova York, filho de judeus egressos do Gueto de Varsóvia e sobreviventes do campo de concentração de Maidanek e Auschwitz, Norman G. Finkelstein nasceu no Broklyn, Nova York, em 1953. Autor da tese de doutorado "The Theory of Zionism", defendida no Departamento de Política da Universidade de Princeton, atualmente é professor da Universidade de Nova York, onde leciona Teoria Política.

Colaborador do London Review Books, entre suas obras estão: Image and Reality of the Israel-Palestine Conflict, The Rise and Fall of Palestine e A Nation on Trial The Goldhagen Thesis and Historical Truth, indicado como livro do ano pelo New York Times Book Review.
domingo, 23 de maio de 2010
ORIENTE MÉDIO - UMA REGIÃO DE CONFLITOS
Oriente Médio - Uma Região de Conflitos
ISBN: 85-16-00492-9
Autor: Nelson Bacic Olic
História Contemporânea. Didático. Ensino De 1º Grau.
Oriente Médio. Islamismo. Petróleo. Imperialismo.
Afeganistão X Urss. Irã X Iraque. Líbano. Palestina. Conflito árabe-israelense. Olp.
Oriente Médio - Uma Região de Conflitos
Nelson Bacic Olic

SINOPSE
Um barril de pólvora prestes a explodir. Esta é a imagem tradicionalmente associada ao Oriente Médio, uma região estrategicamente situada entre o Ocidente e o mundo oriental, berço das mais antigas civilizações e de três religiões monoteístas. A ocorrência das maiores jazidas de petróleo conhecidas na região atiçou interesses intra e extra-regionais, que desencadearam a crises de amplitude internacional. Hoje, além do petróleo, a água é fonte crescente de preocupações. Neste contexto, a falta de solução para a Questão Palestina, o crescimento do fundamentalismo islâmico e os desdobramentos gerados pelos ataques terroristas sofridos pelos EUA em 2001 colocam enormes desafios para o futuro da região. Nelson Bacic analisa as causas desses conflitos, mostrando a conjunção de fatores históricos, geográficos, religiosos, estratégicos, culturais, sociais, étnicos e econômicos como ponto de partida para a compreensão de tantos problemas que parecem longe de uma solução pacífica.
RECOMENDAÇÕES
O livro é recomendável para que deseja conhecer e opinar sobre os assuntos relativos ao Oriente Médio. Quem muitas vezes assisti o telejornal ou lê uma notícia relativa aos conflitos e guerras do Oriente Médio, sem ter um amplo conhecimento dos conflitos históricos que envolve aqueles povos, fica sem entender porque aquele povo se mata tanto. Estes conflitos são potencializados por vários fatores como as disputas religiosas entre muçulmanos, judeus e cristãos, além das questões relativa a exploração das riquezas minerais e até mesmo a questão da sobrevivência relacionada com o domínio das fontes de águas. O professor Nelson ajuda aos alunos de história para que possam com o auxilio desta Obra ampliar seus horizontes intelectuais sobre o tema.
O AUTOR
Nelson Bacic Olic, nasceu em 28/04/1947, filho de Iugoslavos, nascido em São Paulo, é formado em Geografia e Química Industrial, tendo ensinado por três décadas nas escolas do Estado de São Paulo, já publicou mais de doze livros paradidáticos.
ISBN: 85-16-00492-9
Autor: Nelson Bacic Olic
História Contemporânea. Didático. Ensino De 1º Grau.
Oriente Médio. Islamismo. Petróleo. Imperialismo.
Afeganistão X Urss. Irã X Iraque. Líbano. Palestina. Conflito árabe-israelense. Olp.
Oriente Médio - Uma Região de Conflitos
Nelson Bacic Olic

SINOPSE
Um barril de pólvora prestes a explodir. Esta é a imagem tradicionalmente associada ao Oriente Médio, uma região estrategicamente situada entre o Ocidente e o mundo oriental, berço das mais antigas civilizações e de três religiões monoteístas. A ocorrência das maiores jazidas de petróleo conhecidas na região atiçou interesses intra e extra-regionais, que desencadearam a crises de amplitude internacional. Hoje, além do petróleo, a água é fonte crescente de preocupações. Neste contexto, a falta de solução para a Questão Palestina, o crescimento do fundamentalismo islâmico e os desdobramentos gerados pelos ataques terroristas sofridos pelos EUA em 2001 colocam enormes desafios para o futuro da região. Nelson Bacic analisa as causas desses conflitos, mostrando a conjunção de fatores históricos, geográficos, religiosos, estratégicos, culturais, sociais, étnicos e econômicos como ponto de partida para a compreensão de tantos problemas que parecem longe de uma solução pacífica.
RECOMENDAÇÕES
O livro é recomendável para que deseja conhecer e opinar sobre os assuntos relativos ao Oriente Médio. Quem muitas vezes assisti o telejornal ou lê uma notícia relativa aos conflitos e guerras do Oriente Médio, sem ter um amplo conhecimento dos conflitos históricos que envolve aqueles povos, fica sem entender porque aquele povo se mata tanto. Estes conflitos são potencializados por vários fatores como as disputas religiosas entre muçulmanos, judeus e cristãos, além das questões relativa a exploração das riquezas minerais e até mesmo a questão da sobrevivência relacionada com o domínio das fontes de águas. O professor Nelson ajuda aos alunos de história para que possam com o auxilio desta Obra ampliar seus horizontes intelectuais sobre o tema.
O AUTOR
Nelson Bacic Olic, nasceu em 28/04/1947, filho de Iugoslavos, nascido em São Paulo, é formado em Geografia e Química Industrial, tendo ensinado por três décadas nas escolas do Estado de São Paulo, já publicou mais de doze livros paradidáticos.
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